A tecnologia secreta dos EUA na fabricação de aviões espiões

Desde que Santos Dumont voou ao redor da Torre Eiffel com o famoso 14 Bis, as forças militares de todo o mundo brilharam os olhos ao ver que a nova invenção teria um poder bélico fantástico. Reza a lenda que o uso de aeronaves em guerras foi o motivo do suicídio de Dumont.

Os Estados Unidos foram um dos países do mundo que mais investiram em tecnologia para o aperfeiçoamento cada vez mais surpreendente destas aeronaves. Várias empresas norte-americanas, com o apoio da CIA e das Forças Armadas (US Army) – entre elas, Lockeed Martin, Shell e Boeing – não mediram esforços para aperfeiçoar o poder bélico aéreo dos estadunidenses.

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Abaixo, algumas dessas aeronaves sofisticadas e a tecnologia envolvida na fabricação de cada uma delas.

Nome de avião que inspirou uma banda de rock, o U-2 foi desenvolvido pela empresa Lockeed Martin com a finalidade de voar a 21 mil metros de altura e não ser reconhecido pelos radares soviéticos. A Shell Oil Company produziu um combustível de querosene de baixa volatibilidade para que não evaporasse em altitudes muito elevadas. . O avião foi testado na Faixa de Testes e Treinamento de Nevada, mais conhecida como Área 51.

O U-2 fez o seu primeiro voo sobre Groom Lake, em primeiro de agosto de 1955, no auge da Guerra Fria. E, menos de um ano depois, ele sobrevoou a URSS e virou “imediatamente a fonte de inteligência mais importante sobre a União Soviética”.  Em 1960, os soviéticos abateram o U-2, na cidade russa de Sverdlovsk.

O Projeto Oxcart produziu em 1957 o duas aeronaves com o maior voo da história dos EUA, o Archangel-12 e o Blackbird SR-71. O A-12 tinha dois motores a jato, uma fuselagem longa e se parecia com uma cobra. O primeiro desse modelo chegou à Área 51, em fevereiro de 1962.

Em 1965, o A-12 foi declarado totalmente operacional e começou a ser usado em missões, sobrevoando o Vietnã e a Coreia do Norte, em 1967. No ano seguinte, o avião foi aposentado por causa do seu sucessor, o SR-71 Blackbird.

O SR-71 é até hoje reconhecido como o avião mais rápido do mundo. Combinava velocidade supersônica com um baixo perfil de radar, por causa do seu design. Essa aeronave foi aposentada em 1990, depois de ter sido usado durante três décadas.

Na década de 1960, A CIA roubou dos soviéticos um avião “Fishbed-E”, na verdade, um caça soviético MiG-21. Fizeram uma engenharia reversa para entender o funcionamento da aeronave e compará-lo com aviões de combate norte-americanos, conforme documentos confidenciais da própria CIA.

O primeiro bombardeiro furtivo dos EUA foi desenvolvido com o codinome Have Blue na década de 1970, mas seu primeiro voo foi apenas em 1981. A sua superfície era facetada, parecendo a de um diamante.

A superfície foi projetada para refletir e interromper os feixes de radares. Esse avião poderia facilmente ser confundido com um OVNI. O avião foi usado em 1991 para bombardear alvos de alto valor em Bagdá. E serviu às forças americanas no Afeganistão e no Iraque. Em 2008, a aeronave foi aposentada.

A Ave de Rapina foi uma aeronave supersecreta desenvolvida pela Boeing nos anos 1990. O projeto foi gerenciado pela Força Aérea, também na Área 51. O objetivo do projeto era testar diferentes tecnologias e formas de tornar os aviões menos visíveis aos olhos e menos detectáveis em radares. A Ave de Rapina voou de 1996 até 1999. A Boeing doou o avião para o Museu Nacional da Força Aérea dos EUA.

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