10 coisas que você precisa saber antes de ir para a Transilvânia, famosa terra do ‘Drácula’

Você deve conhecer a Transilvânia, região mais conhecida da Romênia, mas provavelmente é pelas razões erradas, graças a alguns conhecimentos dúbios relacionados a vampiros.

A verdade é que ela é rica em montanhas e florestas imperturbadas, aldeias medievais, comida saudável e uma vida social generosa e acolhedora, tudo com apenas um punhado de cidades maiores.

Pensando nisso, separamos dez coisas que você precisa saber antes de visitar a “terra do ‘Drácula'”, confira:

#1 – Voe para Cluj-Napoca

O Aeroporto Internacional Avram Iancu, o maior e mais movimentado da Transilvânia está localizado em Cluj-Napoca. Existem 15 companhias aéreas diferentes, e a Wizz Air e a Blue Air operam voos mais baratos. Comece sua viagem a Cluj-Napoca, no centro cultural da Transilvânia. De lá, viaje para o resto da Transilvânia de ônibus, trem ou carro.

#2 – Entenda bem a geografia…

A Transilvânia (em latim para “terra além da floresta” ou “através / através da floresta”) é uma região no centro e noroeste da Romênia, com várias montanhas e algumas das maiores florestas não perturbadas da Europa [ainda não afetadas pelo homem].

#3 – Conheça a história completa

Até a história mais recente da Transilvânia é complexa, mas aqui vai: a população da Transilvânia, com pouco menos de 7 milhões, é uma mistura de húngaros e romenos étnicos: cerca de 70% romenos, 18% húngaros, com populações menores de ciganos, ucranianos e alemães. A Transilvânia era um território distinto (sob vários estados de governo, inclusive sendo um estado vassalo do Império Otomano) até o compromisso austro-húngaro de 1867, quando foi incorporado ao Reino da Hungria no império austro-húngaro. Mas após a Primeira Guerra Mundial e a dissolução do império, o império perdeu a Transilvânia para a Romênia no “Tratado de Trianon”, de 1920 – que foi assinado pelas potências aliadas e representantes da Hungria para encerrar formalmente a guerra e dividir os antigos territórios do império. O Reino da Hungria mantinha apenas 28% de suas terras, e o restante estava dividido entre os países vizinhos recém-independentes: Romênia, Checoslováquia, Eslovênia, Sérvia, Ucrânia, Áustria e Croácia. Após o “Tratado de Trianon”, os húngaros na Transilvânia tornaram-se cidadãos romenos.

Antigas inimizades e tensões mais recentes surgem entre as comunidades romena e húngara na Transilvânia, portanto, seja sensível à bagagem histórica da região. Essas questões surgem em discussões sobre direitos de linguagem, ou sobre se bandeiras húngaras devem sobrevoar edifícios do governo em cidades da Transilvânia com populações majoritariamente húngaras ou na longa disputa sobre quem pode reivindicar os Kürtőskalács [comida local]. Embora se pense ter sido inventado na Transilvânia, não está claro se a mulher que primeiro incluiu uma receita em um livro de receitas (em 1784) era de origem romena ou húngara. Mas, temos uma quase certeza e uma certeza, que é da Transilvânia e é delicioso!

#4 – Verifique novamente as necessidades do seu visto

A Romênia, juntamente com a Bulgária, ingressou na União Europeia em 2007, mas ainda não faz parte do Espaço Schengen – o grupo de 26 estados da UE que permite a livre circulação entre suas fronteiras e viagens sem visto para cidadãos da UE e com um Shengen Visto de área para outros.

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#5 – Olhe além de Drácula

Vamos resolver isso: a Transilvânia está associada ao folclore dos vampiros e é conhecida como terra natal de Drácula, em grande parte graças ao romance “Drácula”, de Bram Stoker, e a décadas de mitologia da cultura pop. Diz-se que o personagem do Conde Drácula foi inspirado por um príncipe do século XV chamado Vlad III Drăculea, um governador militar de ascendência nobre com tendência a empalar seus inimigos em jogo, ganhando o apelido de Vlad o Empalador. A suposta casa de Vlad, a fortaleza gótica Bran Castle, é um monumento nacional, um dos marcos mais conhecidos da Transilvânia e um dos destinos mais visitados.

Mas não há evidências de que Vlad, o Empalador, tenha vivido neste castelo. Provavelmente, ele nem viveu na Transilvânia. Mas mitos à parte, o Castelo de Bran é lindo e apropriadamente assustador, esculpido dramaticamente no topo de uma colina, com toques com temas de Drácula (incluindo um elevador de vidro que segue a suposta rota de fuga de Drácula no romance). Se você quiser se aprofundar no tema dos vampiros, passe o Halloween lá- a única época do ano em que o castelo está aberto à noite. Você pode fazer um passeio noturno pelo castelo e ir à festa. Também existem muitos outros hotéis e marcos com temas de vampiros que se inspiram na mitologia local.

#6 – Você vai se dar bem com o inglês

A geração mais jovem da Romênia é bem viajada e educada. A maioria fala inglês, e muitos idosos também. Se alguém não, eles o ajudarão a encontrar alguém que possa. O idioma oficial da Transilvânia é o romeno, mas há muitas cidades onde o húngaro é amplamente falado, por exemplo, em Miercurea Ciuc, Gheorgheni, Brasov, Odorheiu Secuiesc, Cluj-Napoca. (As duas línguas não são semelhantes: o romeno é um idioma do romance oriental e o húngaro é um finno-úgrico, mais próximo do estoniano e finlandês – embora uma pequena porcentagem do léxico romeno seja de origem húngara.)

Aviso: Os habitantes locais adoram ensinar aos visitantes palavrões (em ambos os idiomas locais).

#7 – Mova-se, faça planos

A Transilvânia é grande. Se você quiser explorar, não é realmente possível ancorar em um só lugar e tentar cobrir o mapa a partir daí. Planeje com antecedência e escolha vários lugares da Transilvânia para ficar. Hotéis e pousadas geralmente são baratos. Se você tem apenas alguns dias ou uma semana, estes são alguns bons pontos: “Soparkut Panzio” para passeios a cavalo e natureza, “Brasov” e “Sighisoara” para cidades e castelos medievais e “Cluj-Napoca” para cidade e vida noturna.

#8 – Faça de Brasov ou Sighişoara sua base

Brasov, uma cidade com cerca de 300.000 habitantes cercada pelas montanhas dos Cárpatos, é uma boa base para fazer viagens em outras atrações. A partir daí, é fácil chegar a resorts de esqui (como Poiana Brasov e Predeal), fazer caminhadas nas montanhas, ficar em cabanas nas montanhas, visitar o Castelo de Bran ou andar a cavalo em propriedades equestres próximas. O centro da cidade ainda é generosamente medieval e há muitos castelos ao redor da área. Para alguma ação que não seja do castelo de Drácula, confira a Cidadela de Fagaras, uma bela fortaleza construída no século XIII, a 64 km da cidade, e a taxa de entrada é de € 3 (US $ 3,30). A Fortaleza Feldioara, outro castelo medieval recentemente reconstruído, fica apenas perto de Brasov, e a taxa de entrada também é de € 3.

#9 – Escolha sua estação

A Transilvânia tem quatro temporadas bem distintas. A primavera é moderada e bem ensolarada. O outono traz lindas cores vermelho-laranja-amarelo e tempo ventoso e chuvoso. O inverno é frios e a temperatura pode baixar até -25 graus Celsius, mas é a estação perfeita para esquiar e praticar snowboard. O verão é quente, com temperaturas entre 25 e 36 graus Celsius.

#10 – Estoque em dinheiro

A moeda local é o Lei, que custa cerca de 1 real. Existem casas de câmbio nas cidades maiores, mas são menos comuns em vilas menores. Portanto, se você estiver com pouco dinheiro, esteja preparado para se aventurar na próxima cidade grande. Os cartões de crédito são amplamente aceitos nas grandes cidades e shopping centers e, embora os supermercados estejam se aproximando lentamente, é melhor ter dinheiro com você. Seus cartões VISA ou AmEx provavelmente serão totalmente inúteis em pequenas aldeias.

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